segunda-feira, 18 de junho de 2012

Minha filha Lygia

     Esse filme, "O Nosso Lar", Estava passando também na minha primeira internação, no meu primeiro AVC. O filme para quem não sabe é uma obra psicografada de Chico Xavier, do espírito de Andre Luis, é simplesmente fantástico, até quem não é seguidor da doutrina espírita, deveria ver, e quem sabe entender melhor quem nós somos e as consequências de certas atitudes tomadas! Nada fica impune!
     Entramos no quarto e o que eu mais queria era um banho de chuveiro pois a doutora Monica havia autorizado! Imagina eu, cheio de tubos e fios ligados a mim querendo tomar banho de chuveiro!? Tinha que desligar tudo, ver se eu conseguia respirar sozinho, se meu pescoço ficava firme, ereto, dava uma puta mão de obra, mas quem me conhece sabe, eu sou chato pra caralho quando quero alguma coisa, e eu queria tomar banho, de chuveiro! Fazia gestos, cara de mau, chorava, chantageava a Mariângela, fiz um inferno, mas consegui, depois de cinco dias eu TOMEI MEU BANHO! Foi foda, quase que eu desisti, quando conseguiram me colocar sentado, deu uma puta tontura tiraram o meu respiradouro e eu fiquei sem ar, essa "brincadeira" durou mais de uma hora. A enfermeira saiu, pois ela não podia ficar cuidando só de mim e deixou tudo a cargo da Mariângela, ela conseguiu me colocar numa cadeira de banho e foi maravilhoso!
     Estava internado já a vinte e quatro dias, me alimentando e bebendo água  por sonda, quando a minha boca ficava muito seca, passavam uma gaze embebida em água em meus lábios. Comecei a perturbar, que queria água de coco, escrevia, perturbava, chantageava e... Consegui! Mariângela comprou água de coco para mim, do jeito que eu gosto, trincando de gelada, molhava meus lábios, mas mesmo assim eu consegui beber, sugava com uma puta força e bebia! Consegui com isso outra pneumonia!
     Passado alguns dias tive uma notícia fantástica, minha filha que eu não via a dezoito anos estava chegando, veio me ver! Chorei muito quando eu soube, mas quando eles chegaram eu me mantive firme, sem choro eu acho.      


     Aí estão, o Bruno, eu, Rafael e a Lygia nos corredores do hospital! Eu não ficava ainda de pé tinha que usar uma cadeira de rodas.

      Rafael, eu e Lygia!
      Por incrível que pareça a presença dela me deu mais ânimo, mas vontade de sair dali, de voltar a falar pra pedir perdão, apesar que amar é jamais ter que pedir perdão, li isso num livro, Love Story.
      A minha Leoa, Mariângela, também aprontou no hospital, mas amanhã eu conto, fiquei meio emotivo agora.







Um comentário:

  1. QUE LINDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!AINDA NÃO TINHA VISTO ESSA FOTO...

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