Voltando ao assunto anterior, da minha "saga no hospital", dormi e só acordei quando os médicos e a equipe da ambulância estavam a postos para me transferir de hospital. Não entendi porra nenhuma daquela balbúrdia, me colocaram em outra maca e lá fui eu de ambulância para o hospital Alvorada em Moema. Ao chegar fui direto para a UTI, ligaram uma porrada de fios em mim, monitor de pressão arterial e eu sem me dar conta de nada, pra mim eu estava bem, queria ir embora dali. O quarto da UTI parecia um aquário, toda
a frente da parede era de vidro coberta por uma cortina que ficava aberta totalmente davassada para que os médicos alem dos aparelhos ligados a mim, pudessem me monitorar visualmente. Mas fiquei por quatro intermináveis dias na UTI. A equipe de enfermagem super atenciosa nota 10. A única merda é que não podia tomar banho sozinho e nem cagar sozinho!! Olha que absurdo, tinha um vigilante para as minhas cagadas, o que aconteceu?? Meu cu ficou acanhado e eu não caguei mais esses dias.
Passado esses quatro dias, me transferiram para o quarto, nossa em vista da UTI era um hotel cinco estrelas, com suíte, armário TV de plasma, canais abertos e fechados na TV, telefone e um banheiro com privacidade, nossa como caguei... Até suava de tão bom que era!!
Se não me engano fiquei mais quinze dias no quarto, fazia fisioterapia com o profissional do hospital, mas nem precisava eu estava bom. o médico pediu mais alguns exames que prontamente foram feitos e me liberou para a casa, me deu alta!!
Estava normal, sem prolema algum em meu corpo, me movimentando normalmente, ouvindo, enxergando e falando, só a maldita dor de cabeça que estava em algum canto escondida pronta para dar o bote. Me deram quinze dias de licença para relaxar, aí eu dei o pior telefonema de minha vida e ouvi coisas que me machucaram profundamente, a pessoa que eu mais achei que não iria falhar, que eu pensei que estaria sempre comigo em qualquer situação, falhou e a discussão foi inevitável, o sangue subiu, e eu alterei a voz com meu pai. A pressão arterial subiu e o sangue entupiu meu tronco cerebral...
Comecei a enrolar a língua ao falar a me apoiar nas paredes e nos móveis para não cair, não ouvia mais direito, não enxergava do olho direito, ficava tudo embaçado, fodeu tudo!!
Mariângela ligou para o médico que havia me atendido na UTI e ele mandou irmos imediatamente ao seu consultório que era anexo ao hospital. Ao chegar lá e ser atendido o doutor fez alguns exames de praxe, mandou eu colocar a ponta do indicador no nariz, estender os braços a frente e fechar os olhos, se o médico não estivesse à minha frente eu teria caído para a frente, não havia mais dúvida, havia sangrado internamente de novo. O médico preencheu uma guia e mandou que eu estivesse cedo no hospital no dia seguinte para realizar uma ressonância magnética.
Voltei ao hospital no dia seguinte e fui prontamente encaminhado para o exame, a cara do médico não era boa ao vislumbrar o resultado do mesmo e me internou novamente.
Eu sei que eu estava muito ruim, esquecia de tudo, falava desconectamente e não conseguia mais ter equilíbrio! Enxergava muito pouco, a visão estava completamente turva e embaçada.
No dia seguinte após a minha internação, vieram ao hospital, minhas irmãs do Rio de Janeiro, o meu patrão com a esposa, o meu gerente e até meu filho com a mãe dele, eu não sabia mas o médico havia chamado a minha esposa lá fora do quarto e dito para ela que meu caso era irreversível, eu ia perder a razão e entrar em um coma irreversível seguido de morte. Por isso estavam todos no hospital.
Amanhã eu continuo...
Nenhum comentário:
Postar um comentário