sábado, 17 de janeiro de 2015

Almoço

     Estava agora sentado a mesa de um restaurante,e após o almoço fiquei distraidamente com os olhos a vagar sobre as mesas vizinhas. Algumas pessoas estavam a almoçar e vendo o jogo de voleibol do Brasil, outras conversavam sem prestar atenção ao jogo e outras simplesmente só almoçavam. Estas últimas deviam estar com a hora de almoço contada! Uma hora de almoço.
     Vi duas meninas que estavam sentadas a minha frente e não paravam de maldizer o emprego. Reclamavam e reclamavam! Com certeza o ódio que elas destilavam era tão grande, que aquela comida não deve ter caído muito bem!
Passou por mim um rapaz com o seu prato, que seguramente a hora que ele sentasse o conteúdo de sua comida o deixaria invisível atrás dele. Deveria estar seguramente com uns 15 meses de gestação se isso fosse possível. Fiquei tão feliz por sentir-me magro ao observar aquela imensidão de barriga sentada a poucos metros!
A minha esquerda uma moça com o prato repleto de alface, com mais algumas folhas de alface para acompanhar, palmitos, tomates, beterraba e uma Coca Cola zero. Se a intenção for uma dieta, fodeu tudo né? Beterraba tem açúcar e a Coca mesmo sendo zero também tem. Eu já havia acabado de almoçar e estava tomando o meu café tranquilamente quando deparo com uma senhora que beirava os oitenta anos sentada quase no centro do restaurante. Fiquei atônito pois a senhora estava muito bem vestida para aquela hora da tarde, usava um vestido bege, bem clarinho, quase um creme. Unhas pintadas, cabelo muito bem penteado para trás e formando formando um coque na parte posterior, uma gargantilha com um pingente enorme tipo daqueles em que quando se abre, tem uma foto dentro. Pude reparar em seus delicados dedos que ela usava duas alianças, muito bonitas por sinal, ouro branco cravejadas com diamantes.
Essa senhora limpava a mesa com um lenço de papel sistematicamente. Á todo instante lá vinha ela a limpar a mesa. Nisto, veio o garçom com uma garrafa de vinho tinto. Pude notar que era um vinho Português, lá da Ilha da Madeira, na garrafa vinha escrito Justino's Madeira e quase que imediatamente veio um outro garçom servindo-a com a comida. Fiquei intrigado pois vieram dois pratos, era uma bacalhoada, mas apesar de virem dois pratos, só um foi servido, o outro ficou vazio no canto oposto da mesa, mas o vinho, o garçom pôs nas duas taças, deixando uma a frente da senhora e a outra ao lado do prato vazio.
     Esperei calmamente a senhora terminar seu almoço, pedi um pudim de leite de coco ao garçom, mas era só mais um motivo para continuar no restaurante, aquela cena me instigava. Por que será que aquela octogenária estava a degustar um vinho sozinha? Que mistério rondava aquela mesa?
     Pude notar, que caiu uma lágrima de seus olhos que ela apesar da idade avançada, rapidamente enxugou. Seu olhar estava perdido no tempo e no espaço. Ela estava presente ali, o seu corpo físico estava ali, mas seus pensamentos estavam a vagar.
     Não sei por quanto tempo fiquei a observar esta cena, mas quando dei por mim a senhora me encarava fixamente! Seus olhos violetas olhavam diretamente para mim. Fiquei muito constrangido, não sabia para onde olhar, devo ter ficado vermelho, amarelo, preto, azul, sei lá, mudei de cor tal o meu constrangimento! Ser flagrado como se fosse uma criança! Mas para meu espanto, gentilmente a senhora me pediu através de gestos, que eu lhe fizesse companhia.
     Muito envergonhado me dirigi a mesa procurando palavras para atenuar minha indiscrição e ao fazer o gesto de sentar-me a sua frente, ela não deixou, impediu-me e  pediu que eu me sentasse ao seu lado, e foi o que eu fiz e escutei.
     Meu filho, posso tratá-lo assim, pois você tem idade para ser até meu neto, meu nome é Ana, e apesar da minha vista ás vezes me pregar peças, notei que você me olhava todo o tempo. Você acompanhou o meu almoço, minhas lágrimas e acho que até bebeu do meu vinho sequioso que estavas a desvendar o que se passava aqui.
Sabe, papai do céu foi muito bom e generoso comigo. Deu-me uma vida maravilhosa. Viajei muito, conheci centenas de pessoas de diversos países, falo outras línguas e por incrível que pareça até sei mexer em computador, apesar da idade. E além de tudo isso, conheci o amor, não o amor fugaz dos dias atuais, mas o amor verdadeiro, a alma gêmea. Aquele amor que um não respira sem o outro! Nós conhecemos na festa de Nossa Senhora de Fátima, na vila de Fátima em Portugal, há setenta anos, Nessa época, eu tinha quinze anos, era uma menina. Fiquei encantada com aquela figura, porte altivo, vastos bigodes, sapatos bicolores muito bem polidos, relógio de bolso todo em ouro e um sorriso deslumbrante e encantador, e uns olhos azuis da cor do oceano, que me fitavam imensa e furtivamente e eu, encantada, acompanhei esse olhar.
Dei um jeito de sermos apresentados nesta festa, e seis meses depois nos casamos.
     Meu marido tinha uma vinícola no vale do Tejo e os negócios não iam bem, Salazar era o presidente de Portugal e o país estava entrando em um processo de transição e recessão. Meu marido resolveu arriscar, vendeu tudo o que nós tínhamos, a casa e também a vinícola. Pegamos um navio e viemos ao Brasil. Na viagem a esta terra maravilhosa, engravidei de Lourdes.
     Meu marido ao chegar aqui, comprou um sobrado imenso no centro da cidade do Rio de Janeiro, e na parte da frente do sobrado construiu uma loja, uma sapataria, que vendia além de sapatos, galochas, guarda chuvas, sombrinhas e chapéus que era muito em voga na época. 
     Os negócios pelo que eu ouvia falar iam de vento em popa, estávamos tão felizes que meu esposo resolveu nos dar uma viagem de presente, deixou a sapataria a cargo de um funcionário da mais absoluta confiança e fomos a bordo de um navio a singrar os mares. Eu, ele e nossa filha!
     Voltamos de viagem após quatro meses, mas viajamos mais uma dezena de vezes! Voltamos a Portugal, fomos a Grécia a França, Marrocos, Cairo, Africa, Colômbia, Peru e Argentina.
     Contrariando os costumes da época, nossa filha estudava! Meu marido era muito além do nosso tempo! Me atrevo a dizer que era um espírito de luz! Nunca me faltou nada, era um carinho só, nossa filha era tratada como uma princesa e eu como uma rainha. Fizemos uma pequena fortuna trabalhando, digo fizemos pois eu o ajudava na loja, ele gostava, dizia que eu tinha jeito para os negócios e a minha presença atraia senhoras a entrar na loja e fazer seus maridos gastar seus tostões.
     Vivemos felizes durante anos, Lourdes não quis se casar, sempre dizia que era muito cedo e que seu príncipe encantado não havia ainda chegado, Eu e meu marido em tom de brincadeira dizíamos que ela deveria ir a Fátima, talvez lá encontrasse o seu príncipe, e ela respondia que o único que tinha lá, a sua mãe já havia pego. 
     Aí veio a tuberculose. Meu marido começou a tossir seco a suar em demasia, cansaço, febre noturna e em pouco tempo a tosse começou a vir acompanhada de um catarro com pus e sangue. Lourdes não o deixava um minuto sequer sozinho, sempre acompanhando o pai. Eu ficava na loja uma pequena parte do dia, mas quem cuidava da loja era um funcionário exemplar, o mesmo que cuidava quando nós viajávamos para o exterior.
O médico veio a nossa casa, o examinou, e pediu que fossemos ao hospital para tirar um raio x.
No dia seguinte nós fomos e ficou constatado que era tuberculose. O tratamento na época para quem podia, era mandar o doente a Petrópolis num sanatório, para que com repouso e o ar puro se curasse, e assim foi feito.
     Agora eu sei que isso era totalmente errado, pois esse sanatório era o lugar ideal para o bacilo se desenvolver. Diversos doentes, uns no estágio mais avançado como meu esposo, outros no início da doença.
Compramos uma casa em Petrópolis para ficar mais próximo ao sanatório, pois a viagem era muito cansativa. Ele ficou internado quatro vezes neste lugar, ia e voltava. e cada vez definhava mais, Lourdes começou a apresentar os mesmos sintomas, só que para ela a doença foi mais devastadora. Coitada de minha filha e de meu marido, estavam só pele e osso. Nos últimos dias eles estavam em casa, em Petrópolis, não havia mais o que fazer. Coloquei duas camas de solteiro em um dos quartos da frente e era o quarto deles, pois era o mais arejado e ventilado da casa e existia um grande jardim no quintal a direita aonde as flores deixavam seu perfume entrar pela casa. Minha filha não queria se separar do pai nem por um minuto, em outra vida devem ter pedido para virem pai e filha e com muito amor para dar um ao outro, tamanha era a abnegação da "menina" a cuidar do pai, mesmo estando ela também doente.
     Numa manhã de agosto, nos primeiros dias, ao entrar no quarto, descerrei as cortinas, abri as janelas para entrar ar, já que fazia um dia lindo naquela manhã, Como a noite foi um pouco fria,as plantas ainda estavam com orvalho, o aroma delicioso das rosas entrou tênue pelo quarto. Estavam abraçados, pai e filha, com uma expressão doce no semblante, uma expressão de tranquilidade, serenos, dormindo, A impressão que tive é que eles estavam mais joviais, Lourdes parecia uma criancinha! Estava na posição fetal com a mão repousada sobre o peito do pai! Os bigodes dele estavam mais brilhantes e ele parecia ter remoçado uns tantos anos, parecia o homem que me enamorei há muitos anos lá em Portugal. Os chamei uma, duas, três, uma dezena de vezes sem ouvir respostas ou um murmúrio sequer. Estavam mortos!
     Por isso você me viu aqui neste restaurante! Todo dia dos pais eu venho aqui. Esse era o restaurante que nós frequentávamos. Procuro sentar no mesmo lugar e me deixo viajar no tempo! A taça de vinho que está ao outro lado da mesa, é como se fosse uma personificação, eu o sinto perto! Sinto minha Lourdes ao meu lado! Eles eram tão achegados, tão próximos um do outro e nós éramos tão felizes, que venho a este restaurante secular há cinquenta e cinco anos eu quase posso senti-los, se eu fechar os olhos posso até toca-los! 
Esse dia é o meu dia do ano! Na minha cabeça de "velha", é o dia que eu acho que eles tem permissão de papai do céu para vir estar a meu lado. Como você mesmo viu, eu ás vezes choro, mas é só saudades. Não me casei novamente, e não foi por falta de pretendentes. É que casando com outra pessoa, eu não conseguiria ser fiel em meus pensamentos, pois eles vagariam buscando meu amor do passado. Amor meu filho, amor verdadeiro, só se tem uma vez, o resto é só bobagens, ou como vocês dizem agora, é só tesão. não é esta a palavra usada nos dias de hoje?
Antes que você me pergunte, esse prato vazio a mesa do lado oposto ao meu, não é superstição ou qualquer outra coisa sobrenatural, é que o garçom que me serviu é novo na casa e achou que eu viria com alguém.
     Satisfeito, ou ainda acha que eu sou uma "velinha meio doidinha"?
     Fiquei atônito ao ouvir essa história tão linda e emocionante de amor! Um amor incondicional que quase atravessou um século!
Me despedi da dona Ana, enxuguei umas lágrimas que teimavam em rolar e pensei comigo.
Como essa mulher foi feliz!!    





  



   

Cinquenta centavos

Fizeram uma manifestação na Av: Paulista contra o aumento das passagens, um aumento de R$ 0,50 centavos. Fico espantado e estupefacto de como o povo brasileiro é medíocre, ignorante e altamente influenciável!! Eu por alguns momentos acreditei no "brasil", acreditei que o tal gigante acordou! Ledo engano, esse tal gigante é brasileiro e fica satisfeito com qualquer merda! Por que não fazem manifestações contra os impostos absurdos que nós pagamos, pelos escândalos que vemos pipocando todos os dias no governo de nosso país? O tal "brasil" é um país sem lei. Vi na televisão alguns imbecis tentando destruir uma banca de jornal na tal manifestação; o que que o comerciante tem a ver com o aumento da passagem de ônibus? Um comerciante que trabalha 4 meses engordando o governo! Não sou a favor de partido nenhum, todos sem exceção são corruptos e venais. Temos que mudar a consciência do tal "brasil"!! O tal gigante não acordou, continua roncando muito! A Petrobras vai pro saco, as ações estão caindo vertiginosamente, os investidores estão entrando com uma ação conjunta e são também na grande maioria investidores estrangeiros.
A Amazônia esta devastada e a grande parte desta seca que assola o país e culpa do desmatamento desenfreado, e além de devastada, grande parte dela não é mais do Brasil, no mapa dos Estados Unidos da América a Amazônia já foi incorporada por eles.
Agora vem o carnaval, tudo é folia, festas, bebedeiras e muita putaria, principalmente no congresso.
  Fui a algumas manifestações e me arrependo muito, pois foi pura perda de tempo, esse tal país chamado "brasil" não merece meu respeito.

"brasil"

A Indonésia fuzilou o brasileiro que portava 13 Kg de cocaína. A excelentíssima "presidenta" de um tal país chamado ""brasil" pediu até que o Papa intercedesse a favor do "pobre coitado", que foi uma pessoa com instrução, que voava de asa delta, frequentava a praia do Pepe, na Barra da Tijuca RJ, estudou em bons colégios, enfim, era o típico garoto zona sul. Só resolveu ganhar a vida traficando pois o lucro é bem maior. A tal "presidenta" de um país chamado "brasil" apelou até a ultima instancia para salvar a vida deste "pobre coitado", afinal o que são 13 KG de droga? Drogas que viciam crianças, que acabam com famílias, e que matam pessoas. Se essa pessoa fosse presa num tal pais chamado "brasil" e não tivesse antecedentes criminais, tivesse emprego e residência fixa e um bom advogado já estaria na rua se sofrer nada. Seria  facilmente encontrado em algum restaurante ou num bar a a beira da praia com alguns amigos se vangloriando, e mais para frente possivelmente seria um deputado, um senador ou até presidente desta nação chamada "brasil".
 É uma pena "presidenta" de um tal pais chamado "brasil" que na Indonésia ao que parece tem lei e o mais importante é que lá as leis são cumpridas!
Já pensou "presidenta" se fosse assim por aqui também? Iriam ter que importar munição para atender a demanda e pelo jeito Brasília iria sumir do mapa!

terça-feira, 13 de maio de 2014


MANIFESTAÇÃO

Passei pela estação Trianon-Masp há 4 horas atrás e vi a manifestação dos professores reivindicando melhores salários. Acho justíssima, pois professores recebem salário de fome, mas 95% dos que estavam ali, votaram no PT, votaram no Fernando Haddad. O brasileiro tem mais é que se FODER MESMO! Pois não vota pensando na nação em geral, vota pensando em proveito próprio. Votaram neste lixo, pois ele sendo professor e prometendo um monte de coisas e sendo do PT, a professorada achou que ia se dar bem, e aí, o que houve? Nada!!!
 Vivo dizendo que o maior salário da nação tem que ser o do professor, afinal ninguém chega a presidência de um país sem ter ensino sem ter uma excelente formação, a não ser no "brasil", um país de nada governado por porra nenhuma.
 Outro profissional que deveria receber um EXCELENTE salário são os médicos, que esfolam-se de estudar, fazem residência e no final ficam reféns de plano de saúde ganhando R$ 40,00 por consulta! 
E o outro profissional que deveria ganhar muito é o Policial. O cara sai para trabalhar, para defender nossa vida, mas não sabe se volta, ganha R$ 2.300,00 para subir morro levar rajada de tiros de traficantes e se matar o filho da puta, aí fodeu! Pois a turma dos "direitos humanos" vem matando querendo o fígado do cara. Mas quase 100% da turma dos direitos humanos, tá protegido em seu apartamento, fumando a sua macoinha, dando a sua cheiradinha e financiando o traficante. 
Notem que falei e exaltei  três profissões e todas elas precisamos do professor. Então professores, já que vocês nos dão o saber, por favor, APRENDAM A VOTAR!

domingo, 11 de maio de 2014

MÃE, POR MOZART

Você que ás vezes não pediu para ser mais é, você que queria ser, mas procurou outros mecanismos para ser e é!
Você que já é e nem pensava em ser mais, mas virou novamente, e com louvor.
Você, que foi e não quis. Mas deu a chance de quem não era, mas tinha esperança de ser e foi, com sua ajuda.
Você que foi e jogou fora literalmente e covardemente, perdeu a chance de ter uma coisa divina e maravilhosa.
Você que move céus e terras para vê-los bem!
Você, que é uma leoa defendendo sua cria, um lobo alfa defendendo a matilha.  
Você guerreira, que não precisa de uma figura masculina para criar seus filhos, pois você é mãe, e isso basta.
Você que é a mulher que acorda na madrugada para dar remédio ou para ver se o filho tá simplesmente respirando! Ou que acorda na mesma madrugada para ir á labuta para sustentar sua cria.

Parabéns a você, que certamente tem outro nome, mas é simplesmente “Maria.” “Maria” de todos os filhos, Maria de nosso senhor.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

UTOPIA!

Será que uma utopia?

Gostaria de sair à rua sem medo de assalto e não ter que me “esconder” em apartamentos ou condomínio fechado cercado de segurança.
Queria que minha filha, estudasse numa escola pública de qualidade e tivesse condições de formar-se e frequentar uma faculdade pública pois o ensino que recebeu em sua vida foi de qualidade.
Queria que os seus professores, tivessem o prazer de dar aula, pois receberiam dignamente para isso.
Comprar meu carro a preço justo, sem as margens de lucro estratosféricas cobradas pela montadoras.
Gostaria muito de passear com minha esposa e minha filha à noite, programa de família sem o medo das ruas.
Queria marginais presos, mas presos mesmo e que cumprissem suas penas, e vou um pouco mais longe nesse meu devaneio, que estupradores, pedófilos e assassinos tivessem prisão perpétua ou pena de morte.
Policiais ganhando bem para não se corromperem, mas ganhando bem mesmo. Pois é duro sair para trabalhar sem saber se volta. É duro prender um marginal e quando você está ocupado terminando de fazer a ocorrência, o meliante já está saindo pela porta da frente acompanhado por seu advogado, e no dia seguinte o policial vai vê-lo na rua passando e cometendo o mesmo erro. Roubando, matando, estuprando.
Queria que a maioridade penal fosse baixada para quatorze anos! Deve ser um golpe muito duro você dar todo amor do mundo para um filho e vê-lo sucumbir por causa de um celular ou um relógio! Mas em contra partida o filho ladrão que roubou o seu filho e até o matou, não teve “escolha” da sociedade, mas baixando a maioridade penal a coisa muda de figura, o adolescente vai pensar um pouco mais antes de fazer uma merda.
Queria uma cadeia no padrão FIFA! Um cubículo com uma cama de cimento e um vaso sanitário e espaço mínimo, o suficiente para o marginal se mexer. Nada de televisão, rádio, visitas íntimas e visita dos filhos ou mãe! Cumprir se tempo de prisão se regalias e plantar para comer. Acho que só no Brasil que o preso tem direito a votar, a ver televisão, a saída no dia das mães, a foder e ainda ganha para isso!
Médicos e enfermeiros ganhando muitooooo bem! Eles salvam vidas eles devolvem a vida! Sei disso por experiência própria. Mas assim como eu eles salvam a vida de qualquer um, na verdade eles é que são os verdadeiros heróis! Salvaram minha vida, mas salvam a vida de um bêbado, mendigo, assaltante, bandido, cidadão de bem e até de políticos!
Queria um Brasil mais justo, sei que o sol nasce para todos mas a sombra só para quem merece, mas para que todos tenham condições de ter direito à sombra, tem que haver condições para isso. Ensino de qualidade é a primeira coisa, todos os grandes profissionais do mundo, os maiores gênios da humanidade, sentaram num banco de escola e aprenderam a lição o be a ba com seus professores, crianças na escola e instruídas, quase zera a marginalidade. Escolas em favelas, com creches para as mães ou pais deixarem seus filhos, hospitais em favelas com equipamentos e médicos. O cidadão passa mal, até ele chegar num hospital que normalmente é longe, já morreu! Às vezes consegue até chegar com vida, mas o hospital está sem equipamentos, sem remédios e pasmem até sem gaze e esparadrapo.
Queria políticos trabalhando pelo povo e para o povo e não roubando o povo. Não vou falar de partidos defendendo um ou outro e massacrando outrem, NENHUM presta, todos só visam lucro, a famosa “lei do Gerson”, quer levar vantagem em tudo.
Passeata pelo orgulho Gay, vamos e venhamos, se a pessoa quer dar sua bunda ou comer uma bunda, ninguém tem nada com isso, homossexual é gente como todos, é cidadão, paga impostos, então ao invés de fazer uma passeata com um milhão de pessoas na Paulista pelo direito de dar ou comer uma bunda, que façam em prol de algo para melhorar a sociedade. Tipo repúdio a corrupção, hospitais, educação, um bom salário para um policial para que ele não se torne um corrupto, aumento de salário para profissionais da saúde prisão para os mensaleiros ou qualquer outra coisa em prol do próximo.
O movimento MPL parou com as manifestações, disse que já conseguiram o que queriam. Fizeram tanto alarde por isso, R$ 0,20?
Pra falar a verdade, eu queria um país e não um Brasil.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

GABRIEL, DO CORINTHIANS!!


Era um casal da família Santos, tradicionalíssima na zona norte de São Paulo. José herdou do pai dois postos de gasolina e um mercadinho e era sócio do Lions Clube. Ele e Berenice, sua esposa, viviam fazendo benesses aos moradores menos favorecidos de comunidades carentes. José era Português, ora pois, pois e corintiano roxo. Berenice também. Aliás, ele a conheceu num carnaval no Parque São Jorge onde Berenice havia sido rainha da torcida Fiel Corintiana. Ela uma mulata exuberante, José com seus olhos azuis e aparência atlética, conheceram-se e encantaram-se. Um ano depois estavam casados e desse casamento vieram três filhos, todos corintianos como os pais.
  A única coisa que os irritava profundamente era o sobrenome, Santos. Como eles, Corintianos, poderiam ter Santos no sobrenome? Justamente o nome do time que era o seu maior algoz? Pois o Santos na época do Pelé, obrigou o Corinthians a amargar vinte e três anos sem títulos! Berenice não tinha o mesmo sobrenome, mas ao casar-se teve que incorporar o nome do marido e isso deu uma baita confusão.
  Aos sábados a família ia à quadra da Gaviões da Fiel que ficava ali no bairro do Bom Retiro, próximo a marginal Tietê, com seus três filhos para curtir um sambinha e rever os amigos da época de torcida no Pacaembu. Berenice, após três cesáreas, teve várias complicações na última e, por recomendações médicas, abandonou os estádios. Como a esposa não podia ir aos jogos, José parou de ir também. Eles iam à quadra, tomavam uma cervejinha e embutiam o amor ao Corinthians nos filhos. Para as crianças não havia parquinho, shopping ou qualquer outro tipo de diversão. O passeio que elas conheciam era a quadra da Gaviões. Quando os jogadores entravam de férias no final do ano é que a família Santos entrava em férias também e se dispunha a fazer um passeio diferente. Mas as conversas eram sempre as mesmas, tudo girava em torno do futebol, mais precisamente do Corinthians.
 A idolatria ao "Timão" era tanta que os filhos tinham nomes de jogadores famosos que haviam defendido no passado as vitoriosas cores do Corinthians. O mais velho de dezessete anos chamava-se Rivelino, o do meio com doze anos era o Sócrates e o caçulinha temporão com apenas quatro anos era o único que não tinha nome de jogador. Berenice com muita malemolência  e "gingado", convenceu o marido e conseguiu homenagear seu falecido pai, dando o nome ao filho de Gabriel.
 As crianças adoravam e vibravam com o time, mas não tinham o menor cacoete com a bola, na verdade era melhor estudarem!
  O final do ano de 2012 foi fantástico em todos os sentidos. José comprou mais um posto de gasolina no bairro de Santana. Rivelino havia sido aprovado para a PUC no curso de medicina e o Corinthians foi campeão da taça Libertadores da América e Campeão do Mundo! Foi tão bom que toda a família resolveu tirar férias.
  Foram para Paraty, mais precisamente em Trindade, uma vila de pescadores no litoral do Rio de Janeiro e amaram o local! Muita praia e sossego durante o dia e agito e diversão à noite! Diz a lenda que em Trindade ninguém dorme.
 A família Santos estava com as baterias recarregadas para começar um novo ano e tinha novidade, Gabriel iria começar na escolinha.
 Voltando das férias, Berenice foi à reunião de pais e mestres para conhecer a professora de Gabriel, pegar a lista de material, que era pequena, papel sulfite, giz de cera, guache e etc. Foi recomendado a todas as mães que colocasse o crachá com o nome do filho que seria entregue, para que as professoras pudessem identificar as crianças, afinal, eram seis turmas com alunos entre quatro e cinco anos. Era um crachá simples, como o da foto, e o bendito crachá foi dado a cada mãe ao término da  reunião.

Era só colocar o nome do pequeno e mandá-lo para a escola. Berenice fez isso, colocou toda orgulhosa o nome do filho no crachá, mas o único problema é que neste dia, justamente neste dia, José é que foi deixar o pequeno Gabriel na escolinha e como todo homem que se preza, José esqueceu de pôr o crachá no menino e lá se foi Gabriel, chorando por se sentir abandonado no meio de tanta gente que não conhecia e tantas crianças que não eram seus amigos! Mas isso logo passou e o Gabriel se acalmou e se enturmou.
  As professoras começaram a dividir as turmas chamando o nome de cada criança que estava na lista de chamada e conferindo com os crachás. Aí é que começam os problemas. Havia várias crianças sem os seus respectivos crachás. A escola virou uma balbúrdia, um pandemônio para as pobres das professoras identificarem quem era quem e quem era aluno de quem. Crianças brincando e gritando excitadas com seu primeiro dia de aula. As professoras cheias de paciência, tentando identificar cada aluno que estava sem o seu crachá. Fechavam uma turma, pronto, punham na sala. E assim foi feito, até sobrarem somente duas turmas e oito crianças sem o crachá. Que coisa horrível não? com quatro anos nossas crianças já são identificadas por crachás! Daqui á alguns anos seremos identificados por um chip, como um código de barras estampado em nossa testa. Sinal dos tempos!
 -João de Deus? Gritou a professora!
Levantou-se uma mãozinha e quase balbuciando o pequerrucho respondeu:
 -Sou eu professora!
 -Vem para cá meu anjo.
A professora Ângela Maria estava torcendo fervorosamente para o anjinho João de Deus não ser da sua turma, pois nos poucos minutos que João estava na escola ele já tinha tocado literalmente o terror! Mas infelizmente o anjo ficou na turma dela.
 -Davi de Souza da Silva Agripino?
 -Sou eu professora!
E lá se foi o Davi para a turma da professora Marisa! Parecia ser um menino calmo, estava logo à frente de todos e não havia escutado ainda a voz dele.
E a chamada continuou e os alunos foram identificados até sobrar somente um nome. Gabriel dos Santos!
-Gabriel dos Santos? Gritava a professora Marisa, e nada!
-Gabriel dos Santosssssss berrava a Professora Ângela Maria, sem obter a resposta.
As duas turmas que estavam no pátio começaram a algazarra comandados por João de Deus. As professoras saíram a caça do aluninho com a ajuda da diretora. Foi então que a professora Ângela Maria reparou num aluno que passou desapercebido. Estava quietinho brincando com uma bola de meia que com certeza trouxe de casa. Jogava na parede e pegava. Estava no muro da escola bem embaixo de uma árvore frondosa e longe das vistas de seus coleguinhas para não correr o risco de ter de dividir a brincadeira com ninguém.
 -Gabriel dos Santos? Já berrava Marisa histérica! Os berros das professoras e diretora se ouviam à pelo menos quinhentos metros de distância.
Ângela Maria foi até o garoto que brincava com a bolinha de meia despreocupadamente. Abaixou-se e falou pausadamente e fazendo gestos, pois achou que a criança poderia ter algum tipo de deficiência auditiva:
 -Meu anjo! - Falou tocando em seu braço - Você é o Gabriel dos Santos?
O menino parou com a brincadeira e olhou para a professora com aquela cara bem maloqueira e respondeu:
 -Nãooooo professora! Eu sou Gabriel do Corinthians! E arrematou: -Vai timão!!
Suspiro de satisfação e alívio por parte dos professores, Gabriel dos Santos, não, "do Corinthians" foi achado.